BADERNA

Instalação coreosonora, inspirada em rituais afro-brasileiros, folguedos e encontros regidos pela presença marcante dos tambores e as suas derivações: jongos, lundus, umbigadas, congadas, candomblé, umbanda, pré-samba, entre outros. Do tambor Batá ao sampler eletrônico, Baderna caminhou na direção de uma criação artística onde a experiência cinética e afetiva é pautada pela resultante do encontro entre tocadores, dançarinos e convivas num espaço de relações.

Se na obra anterior, Sapatos Brancos, o Núcleo buscou argumentos na Dança do Mestre Sala e Porta Bandeira para a construção da sua narrativa, hoje, em Baderna, Ayán, criadora do tambor Batá, Passistas e Iyabas revelam que o axé feminino impera sobre os corpos e as suas sensualidades dançantes.

De Bom Jesus de Pirapóra ao Hip Hop, do Candomblé ao FreeSteps, Ayán, a senhora dos tambores, abençoa seus tocadores, Ogans, DJs, Batuqueiros, Dançarinos e Convivas.

Obra contemplada pelo X e XIII Edital de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo.





Luis Ferron
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